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Biblioteca de contos

Contos populares e literários publicados com fontes rastreáveis.

Sentido e valores

Conto popular

João Pateta

João era filho d'uma pobre viuva, bom rapaz, mas um pouco simplorio. A gente da aldeia chamava-lhe por brincadeira João Pateta. Um dia sua mãe mandou-o á feira comprar uma foice.

Conto popular

João e os seus camaradas

Era uma vez uma viuva com um filho unico. Ao cabo d'um inverno rigoroso, possuia apenas um gallo, e meio alqueire de farinha. João resolveu-se a correr mundo, á busca de fortuna.

Conto popular

Inconveniente da riqueza

Um dia Nosso Senhor Jesus Christo, viajando na Alsacia, foi surprehendido pela noite á entrada d'uma aldeia. Procurou d'um lado para outro uma casa, onde podesse pedir pousada, mas as portas estavam já todas fechadas, não se via nem um raio…

Conto popular

Doçura e bondade

Ha entre vós, meus filhos, indoles violentas, que não sabem dominar-se, e que são arrastadas pelas primeiras impressões. É uma pessima disposição, que é necessario corrigir; dá lugar a disputas, e a que se commettam acções, cujo…

Conto popular

Carlos Magno e o abade de S. Gall

Carlos Magno n'uma das suas frequentes viagens viu o abade de S. Gall, preguiçosamente reclinado sobre almofadas á porta da abadia, fresco, rosado, bem disposto. Carlos Magno adorava os homens energicos e activos, e o abade era indolente.

Conto popular

Branca de Neve

Era uma vez uma rainha, que se lastimava por não ter filhos. Um dia d'inverno, emquanto bordava n'um bastidor d'ébano olhando de vez em quando pela janella, para ver cair os flocos de neve no chão, distrahida, picou-se n'um dedo e saiu uma…

Conto popular

Boa sentença

Um homem rico, mas avarento, tinha perdido dentro d'um alforge uma quantia em oiro bastante avultada. Annunciou que daria cem mil réis d'alviçaras a quem lh'a trouxesse. Apresentou-se-lhe em casa um honrado camponez levando o alforge.

Conto popular

Alberto

Alberto tinha seis annos. Era filho de um jardineiro. Via seu pae e seus irmãos, que eram activos e laboriosos, plantar arvores e fazer sementeiras, que nasciam, cresciam e davam fructo.

Conto popular

A urna das lagrimas

Era uma vez uma viuva, que tinha uma filhinha muito linda, a quem adorava sobre todas as coisas. Não se separava d'ella um só momento; mas um dia a pobre pequerrucha começou a soffrer, adoeceu e morreu.

Conto popular

A rapariguinha e os phosphoros

Que frio! a neve cahia, e a noite aproximava-se; era o ultimo de dezembro, vespera de Anno Bom. No meio d'este frio e d'esta escuridão passou na rua uma desgracada pequerrucha, com a cabeça descoberta e os pés descalços.

Conto popular

A mãe

Estava uma mãe muito afflicta, sentada ao pé do berço do seu filho, com medo que lhe morresse. A creancinha pallida tinha os olhos fechados.

Conto popular

A egreja do rei

Era uma vez um rei, que quiz levantar uma egreja magnifica em honra da Virgem, decretando que ninguem nos seus estados podesse contribuir para a obra, ainda mesmo com a mais pequena quantia.

Conto popular

A creança, o anjo e flor

Quando morre uma creança, desce um anjo do ceo, toma-a nos braços, e desdobrando as azas immaculadas, vôa por cima de todos os sitios que ella amara durante a sua pequenina existencia; o anjo abaixa-se de quando em quando para colher…

Conto popular

A canção da cerejeira

Disse Deus na primavera: «Ponham a mesa ás lagartas!» E a cereijeira cobriu-se immediatamente de folhas, milhões de folhas, fresquinhas e verdejantes.

Conto popular

A alma

«Mamã, nem todas as creanças que morrem vão para o Paraizo. O outro dia vi levar para o cemiterio um menino que tinha morrido; o seu papá e as suas duas irmãsinhas acompanhavam o caixão, e choravam tanto que me fazia pena.

Conto literário

Há mesmo diferença!

Um ramo de macieira orgulhoso aprende, através da intervenção de um raio de sol e das ações de uma condessa e crianças, que a verdadeira beleza e o valor divino residem em todas as criaturas, independentemente da sua aparência humilde ou status social.

Conto literário

A pastorinha e o limpador de chaminés

Uma pastora e um limpador de chaminés de porcelana fogem de um casamento forçado com um general satírico, enfrentam a vastidão assustadora do mundo real e retornam ao seu lar, descobrindo que a segurança do amor mútuo é mais valiosa do que a liberdade perigosa ou a obediência cega.

Conto literário

A verdadeira verdade

Uma pequena observação inocente distorce-se através de rumores sucessivos, transformando-se numa tragédia falsa que condena injustamente os envolvidos.

Conto literário

O novo traje do rei

Um rei vaidoso é enganado por impostores que fingem tecer um tecido invisível para tolos, levando toda a corte a mentir sobre sua existência até que uma criança revela a verdade nua.

Conto literário

Velozes

A sátira sobre a subjetividade e a arbitrariedade dos julgamentos humanos, onde critérios como patriotismo, beleza, ordem burocrática e interesses pessoais substituem a meritocracia real na premiação de uma competição de velocidade.

Conto literário

Doze passageiros

Doze passageiros personificados, representando os meses do ano, chegam numa diligência para trazer suas características únicas, dons e desafios à cidade, simbolizando a passagem cíclica do tempo e as estações da vida.

Conto literário

Hans Churban

Um jovem simples e desprezado, conhecido como Hans Tronco, conquista a mão da princesa usando seu bom senso, humor espontâneo e objetos insignificantes, derrotando seus irmãos arrogantes e excessivamente estudados que falham ao tentar impressionar com conhecimento decorado.

Conto literário

Ven e Glen

A lenda de que a ilha de Væn esperava por Glæn cumpre-se não através de um desastre natural místico, mas pela intervenção humana e progresso tecnológico que transformou a geografia.

Conto literário

Abeto

A jovem abeto, obcecada em crescer rapidamente e alcançar a glória futura, despreza a beleza do presente, realiza seu sonho de ser uma árvore de Natal apenas para ser esquecida e finalmente queimada, percebendo tarde demais que deveria ter se alegrado com sua juventude na floresta.