Conto literário

O Sol, a Geada e o Vento

Um camponês caminhava pelo campo. Encontrou três bons rapazes: o Sol, a Geada e o Vento. — Olá, compatriota! — disse o camponês e tirou o chapéu. — Mas a quem estás tu a fazer uma reverência? — perguntou o Sol.

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O Sol, a Geada e o Vento

Um camponês caminhava pelo campo. Encontrou três bons rapazes: o Sol, a Geada e o Vento.

— Olá, compatriota! — disse o camponês e tirou o chapéu.

— Mas a quem estás tu a fazer uma reverência? — perguntou o Sol. — Certamente a mim, para que eu não te asse?

— Qual quê — disse a Geada. — Ele tem mais medo de mim.

— E gosta mais de mim! — interrompeu o Vento. — Logo, a reverência é minha.

Os amigos começaram a discutir, quase se agarrando pelos cabelos.

— Pois bem, então — disse, finalmente, o Vento —, vamos perguntar-lhe a ele próprio. — Ó tu, companheiro! A quem fizeste essa reverência? Foi a mim, ao Vento?

— Foi a ti, irmão.

— Espera lá, seu grosseiro! — bufou o Sol. — Asso-te como um caranguejo. Hás de lembrar-te de mim!

— Não tenhas medo, compatriota! — assobiou o Vento. — Eu afasto-o com o meu sopro.

— Então eu congelo-te! — estalou a Geada.

— Não tenhas medo, compatriota! — assobiou o Vento. — Se eu não soprar, ele também não te tocará.